Viabilizar a conexão com pessoas que estejam dispostas a acolher medos e limites. Não, não é sobre despejar qualquer que seja a insegurança ou crença pétrea, mas sim, sentir segurança em poder compartilhar sentimentos abissais.
Exercitar a vulnerabilidade, às vezes, parece tão difícil quanto aprender uma equação matemática complexa, envolve dinâmicas que talvez nunca tenham sido acessadas, ainda que pensemos ter intimidade com nossas conexões.
O íntimo não está nas partes, ele é o inteiro visceral. É necessário deixar cair muitas máscaras para isso e às vezes nem mesmo muitos anos de convivência criam a possibilidade da entrega total.
Tem a vergonha. Tem o medo. Tem a suposição que distancia o diálogo sincero e honesto sobre quem sou e aquilo que desejo, de fato, transformar.
Percebo que o raso pode parecer seguro, mas ele também tem o potencial de afogar. “Inteireza” é uma construção digna de mergulhos muito profundos. Já viu as criaturas que existem no fundo do oceano? Muitas não parecem tão belas, mas se a gente observar com delicadeza, são.

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